Dados sobre o mercado de Geração Distribuída

A geração distribuída de energia é responsável por um dos mercados que mais cresce no Brasil nos últimos anos, gerando empregos e renda para milhares de famílias, além de novas possibilidades de negócios para empreendedores do ramo de engenharia elétrica e civil.


Segundo o último Estudo Estratégico do mercado fotovoltaico, relativo ao primeiro semestre de 2019, publicado pela empresa Greener (veja aqui), atualmente existem mais de 6000 empresas atuando como integradoras no mercado de Geração Distribuída no Brasil, número este com crescimento médio de 50% a cada semestre.


Uma empresa integradora é responsável por todo o processo de implantação de uma usina de geração distribuída, desde a captação do cliente, passando pela aquisição de equipamentos, projetos executivos, regularização, instalação e comissionamento.


Além destas empresas, temos ainda empresas que compõem o mercado de forma mais especializada, como:


- Distribuidoras de equipamentos: responsáveis pela importação e distribuição de "kits" de equipamentos do gerador;

- Instaladoras: empresas que fazem apenas a instalação de geradores;

- EPC: empresas que assumem projetos de engenharia, equipe de instalação e implantação completa de usinas;

- Investidores: empresas ou pessoas físicas que decidem investir no mercado, apostando nos bons retornos de investimento típicos destes projetos.


Todos estes "players" são responsáveis pela estruturação do mercado, fazendo com que pessoas e empresas que decidem gerar sua própria energia elétrica tenham acesso fácil e rápido às soluções de geração distribuída.


Se por um lado a concorrência faz com que várias empresas sofram com baixas taxas de conversão de clientes (veja possíveis motivos para isto nos últimos posts: microgeração aqui e minigeração aqui), por outro lado ela também é responsável por uma maior necessidade de qualificação dos fornecedores e queda de preços para o cliente final.


Estima-se que o valor investido pelo comprador de uma usina fotovoltaica de geração distribuída tenha queda média de 10% por semestre, gerada pela diminuição dos custos com equipamentos e redução das margens das empresas.


Mas com os preços caindo, podemos concluir que a oferta no mercado está maior que a demanda?


Neste caso, a resposta é sim e não! Certo, ficou confuso... Mas eu explico!


O mercado de geração distribuída no Brasil ainda está em formação, o que leva a um regime transitório de oferta e demanda que, em algum momento, encontrará o equilíbrio normal.


A queda de preços não se deve somente ao excesso de oferta no mercado, mas também à queda mundial dos preços dos equipamentos (que pode ser revertida para aumento, como já houve em outros momentos nos últimos anos) e a melhor poder de barganha das empresas distribuidoras atuantes no país. Já a parcela de diminuição das margens de lucro, esta sim se deve ao excesso de oferta!


E qual o histórico da demanda no mercado de geração distribuída?


Esta sim, só aumenta!

Isto pode ser representado pelo gráfico abaixo, que mostra a evolução da potência conectada em geração distribuída desde seu início em 2012.


Potência instalada total em Geração Distribuída (15/05/2019)

Percebe-se a partir do gráfico que a potência instalada se comporta de forma exponencial. Claro que a adição de usinas de maior porte com a alteração REN687:2015 (até 5,0MW) colabora para esta exponencialidade.

No gráfico abaixo vemos evolução no número de usinas conectadas à rede:


Unidades de geração distribuídas conectadas até 15/05/2019

Vemos neste gráfico o mesmo comportamento exponencial, ou seja, a demanda de contratações de geração distribuída continua aumentando ano a ano.


Outro dado interessante é que o número de unidades consumidoras de energia que recebem créditos gerados por estas 75.954 usinas conectadas à rede já ultrapassa 105 mil UCs, mostrando que não só a modalidade de geração junto à carga é importante para o mercado.


A participação da fonte fotovoltaica na geração distribuída é enorme!


Hoje, 99,6% das unidades conectadas à rede são de usinas fotovoltaicas. Em potência instalada, este percentual cai para 85,4%, o que pode ser explicado pelos fatores:


- Usinas residenciais e comerciais de pequeno porte (microgeração) são basicamente fotovoltaicas;

- Usinas de minigeração para autoconsumo remoto, que têm as potências mais altas, podem ser tanto fotovoltaicas, como a biogás, biomassa, eólicas, hídricas, etc.


Compreende-se assim porque a geração distribuída costuma ser confundida com geração fotovoltaica.


Escreva no comentário deste post, ou nos comentários no LinkedIn, qual a frequência que deseja ver atualizações destes números aqui no blog ou se há algum outro dado que queira ver nos próximos posts!


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