MG se mantém líder na Geração Distribuída. Rio de Janeiro lidera entre as cidades.

No último post deste blog, mostramos que apesar da insegurança criada pela revisão da REN482 da ANEEL o mercado de geração distribuída de energia no Brasil continuou seu crescimento exponencial no ano de 2019.

Neste post, iremos detalhar mais onde esta potência foi instalada e em quais modalidades de geração distribuída as usinas foram enquadradas, com a finalidade de compreendermos melhor os impactos que uma possível mudança na resolução normativa poderão gerar no mercado.


Principais fontes de energia renovável na geração distribuída


Como sempre, a fonte solar fotovoltaica tem total destaque quando falamos de geração distribuída no Brasil. Em 2019 não foi diferente.


Dos 2,0GW de potência que terminamos o ano de 2019, 91,7% (1,86GW) são gerados a partir da fonte solar fotovoltaica. Em segundo lugar, com 4,6% (97MW), aparece a fonte hidráulica, mostrando que as PCHs e CGHs novas têm um novo mercado a ser explorado. Para finalizar o pódio, o Biogás com 1,6% (32MW), fonte que deveria ser muito mais explorada no mercado do que realmente é.

Estados com maior potência instalada


Como diz o título deste texto, Minas Gerais se manteve na liderança do ranking de potência instalada em geração distribuída, alcançando mais de 400MW, quase 20% do total nacional.


Em seguida, o Rio Grande do Sul se mantém na segunda colocação com 246MW (12,14%) e São Paulo e Paraná vêm bem próximos na sequência.

Dos estados fora eixo Sul/Sudeste, o primeiro a aparecer na lista é Mato Grosso, com 6,21% do mercado nacional, ou 126MW conectados.

Entre as cidades, Rio de Janeiro na frente


A cidade do Rio de Janeiro também de mantém na primeira colocação do ranking ao final de 2019. Com quase 25MW conectados na cidade, ela aparece na liderança já há alguns meses.

Na sequência vemos Brasília com quase 21MW conectados e Cuiabá (19,7MW), mostrando o crescimento do estado do Mato Grosso.


Fortaleza aparece na quarta colocação nacional e primeiro lugar no Nordeste, com 19,4MW conectados, a frente das mineiras Uberlândia (18,4MW) e Belo Horizonte (14,2MW), que fecham as seis primeiras colocações.


No gráfico abaixo, os 15 primeiros colocados no ranking das cidades.

Modalidades de geração distribuída


Como sabemos, a REN482 em sua atualização 687:2015 regulamentou quatro modalidades de compensação de energia na geração distribuída (seria um assunto para outro post?), como vemos na pirâmide abaixo:

Na recente discussão sobre alteração da REN482, sabemos que quem mais sofrerá são as usinas "remotas", ou seja, as usinas em que os créditos de energia são compensados em unidades consumidoras que não estão no mesmo local da usina.


Ao final de 2019, as conexões de geração local, seja ela em residências, comércios pequenos ou grandes ou ainda indústrias, ainda detém maior parte da potência instalada, com 1,58GW ou 78% da potência total.


Nos cinco estados de maior penetração de mercado, percebe-se que as conexões remotas são minoria esmagadora em todos os estados, exceto Minas Gerais devido as questões tributárias que conhecemos bem (ou não?).

O que tiramos de conclusão?


É mais do que óbvio que a isenção as questões tributárias levam Minas Gerais a liderança do ranking de potência instalada e o fazem ser o único estado com um percentual significativo de potência instalada remotamente.

Em um momento que se sugere "taxar" a compensação de energia gerada de forma distribuída, os números do mercado mostram que um pequeno benefício elevaria ainda mais o crescimento do mercado, gerando renda, empregos, tributos e aumento de PIB.


Abra os olhos, Brasil!

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